A edificação sustentável consolidou-se como o padrão da construção. Este modelo, que procura minimizar o impacto ambiental do setor, ganhou relevância na última década através de diversos enquadramentos normativos, como a Energy Performance of Buildings Directive (EPBD), a nível europeu, e a sua transposição para Portugal através do Sistema de Certificação Energética dos Edifícios (SCE), incluindo o REH e o RECS. A sua aplicação transformou os critérios com que os projetos são concebidos e desenvolvidos, com exigências cada vez maiores em matéria ambiental.
Mas o que entendemos por edificação sustentável? Trata-se de uma abordagem construtiva que assenta em pilares como: a utilização de energias renováveis, a melhoria da eficiência energética, a incorporação de soluções de mobilidade elétrica e uma gestão mais responsável dos recursos baseada nos princípios da economia circular.
Neste contexto, a conceção das instalações elétricas e de telecomunicações assume um papel determinante. As decisões tomadas nas fases iniciais do projeto, incluindo a escolha dos sistemas de encaminhamento de cabos, condicionam a durabilidade, adaptabilidade e flexibilidade dos edifícios, fatores-chave para reduzir o seu impacto ambiental ao longo do tempo.
Na Unex abordamos este desafio a partir da nossa experiência como fabricante especialista. O nosso propósito é trabalhar para alcançar um mundo mais seguro, mais humano e mais sustentável. Fazemo-lo através do desenvolvimento de sistemas isolantes de gestão de cabos que permitem que as instalações acompanhem a vida útil dos edifícios: que possam ser ampliadas, reconfiguradas e mantidas sem transformar cada intervenção numa obra de grande dimensão.
A economia circular é um dos pilares fundamentais da edificação sustentável e é o âmbito onde podemos aportar o nosso conhecimento e I+D. Segundo o Serviço de Investigação do Parlamento Europeu, a economia circular define-se como um modelo económico baseado, entre outros aspetos, na partilha, aluguer, reutilização, reparação, recondicionamento e reciclagem de produtos e materiais dentro de um ciclo quase fechado, com o objetivo de conservar em permanência o maior valor e utilidade possíveis de produtos, componentes e materiais.
Aplicado à edificação, este conceito implica analisar os edifícios como parte de um processo contínuo, um ecossistema em si mesmo, que abrange desde o início, gestão e fim de vida da obra ou desmontagem. Por outras palavras, o objetivo desta abordagem é realizar construções duráveis, adaptáveis, amortizáveis e com possibilidade de reciclagem. De seguida, apresentamos algumas recomendações sob esta perspetiva para cada etapa da vida do edifício, aplicadas às nossas soluções.
Nesta fase, a construção agregativa e a construção integrada permitem incorporar sistemas e instalações de forma adicionada e acessível, sem embebimentos na estrutura do edifício.
Isto evita intervenções não planeadas nas paredes, uma vez que, atualmente, as paredes geralmente não têm responsabilidade estrutural, mas não podem ser perfuradas de forma espontânea, pois isso afetaria decisivamente a sua qualidade. No caso de reabilitações em edifícios antigos, evitar roços e perfurações reduz o risco de perda de resistência das paredes com responsabilidade estrutural.
Assim, os sistemas de montagem à vista, como as nossas calhas e caminhos de cabos isolantes, permitem uma instalação mais simples. Ao não dependerem de trabalhos prévios nem de reparações complexas posteriores de acabamentos, simplifica-se a coordenação em obra, poupando tempo e custos.
Além disso, ao evitar roços e reduzir a geração de resíduos, o ruído e o consumo de recursos em obra, este tipo de construção minimiza os incómodos para os utilizadores, um aspeto relevante em projetos de reabilitação ou em edifícios em utilização.
Durante a vida útil do edifício, as instalações elétricas, de climatização e de telecomunicações são os sistemas que sofrem o maior número de modificações. A progressiva eletrificação dos edifícios e o aumento das infraestruturas digitais incrementam a complexidade e a densidade das instalações, tornando necessário um desenho capaz de se adaptar a estas novas exigências.
Neste contexto, os sistemas de montagem à vista facilitam a flexibilidade e adaptabilidade, permitindo ampliar, reorganizar ou redimensionar o encaminhamento de cabos ao longo do tempo, sem intervenções invasivas.
Além disso, a utilização de materiais isolantes com elevada resistência à corrosão, à radiação UV e a ambientes agressivos contribui para uma maior durabilidade, permitindo manter as prestações técnicas dos nossos produtos ao longo do tempo, nomeadamente em instalações realizadas em espaços exteriores, como coberturas, terraços, pátios, etc. Isto reduz a necessidade de substituições e prolonga a vida útil dos sistemas.
Por se tratarem de soluções que não requerem ligação à terra nem manutenção periódica, simplificam-se também as tarefas de gestão e reduzem-se os custos associados.
No final da sua vida útil, ou em processos de reabilitação profunda, as soluções facilmente desmontáveis permitem uma remoção ordenada dos sistemas, sem necessidade de demolições nem intervenções agressivas na estrutura do edifício. Além disso, o facto de se tratarem de soluções separáveis dos restantes materiais construtivos facilita a triagem e contribui para uma gestão mais eficiente dos materiais gerados durante a intervenção.
E como aplicamos os princípios da economia circular? Na Unex, gerimos todo o ciclo de vida dos nossos produtos, desde a formulação própria das matérias-primas, passando pelo fabrico, distribuição, utilização e fim de vida, com o objetivo de desenvolver estratégias de economia circular: otimização de recursos, durabilidade, utilização de materiais secundários, etc.
Matérias-primas
Formulação própria – máxima qualidade e segurança.
As matérias-primas e produtos Unex cumprem a diretiva RoHS sobre substâncias perigosas para o meio ambiente e para as pessoas.
As matérias-primas U43X e U48X são fabricadas com componente termoplástico 100% reciclado e isento de halogéneos.
Fabricação
Reutilização de resíduos de produção.
Recirculação de água na produção.
Sistema de gestão ambiental ISO 14001:2015 em todos os nossos centros de produção.
Utilização de energia 100% renovável.
Distribuição
Redução de plásticos descartáveis nas embalagens.
Uso de cartão reciclado e origem certificada FSC nas embalagens.
Uso
Maior durabilidade.
Manutenção zero.
Não é necessária ligação à terra na maioria dos produtos.
Montagem superficial: economia de energia e recursos. Sem resíduos de construção e facilmente separáveis e adaptáveis.
Fim da vida
Material tecnicamente reciclável.
90% Produtos monomateriais.
Facilmente desmontável.
Sem substâncias perigosas.
Como pode ver, esta lógica aplicada ao produto implica atuar desde as fases iniciais, inclusive desde o design.
Todo este percurso está igualmente refletido nas nossas Declarações Ambientais de Produto (DAP/EPD), desenvolvidas segundo a ISO 14025 e ao abrigo do programa PEP Ecopassport®, que fornecem informação verificada sobre o impacto ambiental e facilitam uma tomada de decisão mais informada em projetos de edificação.
Se pretende avaliar esta abordagem no seu projeto, contacte-nos…